Tópicos Espiritualistas e Máximas Reflexivas

Tópicos Espiritualistas e Máximas Reflexivas – Leia e medite

O caminho do meio é o caminho reto e o caminho reto é o caminho da paz.

Louvar a memória dos mártires é um gesto simbólico para elevar a agradabilidade dos valores pelos quais eles se sacrificaram.

A finalidade do conhecimento é tornar os seres humanos melhores em todos os aspectos, através da prática do bem que se torna conhecido. Aquele que não utiliza o conhecimento para melhorar e ainda utiliza desse dom para promover o mal, tem menos mérito do que o mais ignorante dos indivíduos.  

Que o teu desejo de vingança não supere o teu desejo de viver.

A maioria dos problemas são causados por atitudes das quais nos arrependemos profundamente depois de cometidas. Sendo assim, quantos problemas a menos não haveria se tivéssemos a capacidade de projetar no futuro, a amarga reprovação que a nossa consciência incumbe pelas atitudes censuráveis da nossa conduta.

O Todo está em tudo, mas nem tudo está no Todo. “Quem não vive pra servir, não serve para viver”.

Se é certo dizer que “o amor é lindo”, então também é correto afirmar que “o ódio é feio”.

Bem aventurados os que creem, pois, sua consciência se ampara no poder divino.

Os puros de coração (seres de boa vontade) se afligem, mas desfrutam da consolação do Espírito Santo.

Cristo é a manifestação de Deus, assim como o filho é a manifestação do pai.

A máxima de Jesus “vigiai e orai” (MATEUS, 26:41) é o mesmo que dizer: “mantenhas os olhos abertos, não ignoreis as injustiças do mundo”. Pilatos infligiu esse mandamento, pois “fechou os olhos” para o que viria a acontecer com Jesus.

Muitas vezes, quando se está no conforto e na tranquilidade do ambiente paterno, se vive a experiência de viver no Paraíso sem se saber disso; esse foi o caso do filho pródigo que, para voltar a dar valor ao lar e à paz que ele inspira, precisou vivenciar horrores mundanos longe de casa.

Logicamente, é preferível existir enquanto ser defeituoso do que simplesmente não existir e, sendo assim, não ser em absoluto. No entanto, no processo de adesão incondicional ao bem, o Ser precisa ignorar a possibilidade de se dissolver, isto é, de não ser em absoluto, como também, desconsiderar o desejo de existir enquanto ser defeituoso, mas é necessária uma grande coragem para assim proceder, pois nesse processo, o Ser compreende que nunca mais será o mesmo quando essa adesão incondicional acabar, assim como a larva que se transforma numa borboleta, nunca mais voltará a ser larva novamente.

O Ser precisa ser verdadeiramente para poder existir enquanto Ser e poder resistir ao não-ser ou ao ser falso.

Pedir perdão é como consentir com um pagamento, pois, assim o devedor sente sua moral abalada e percebe-se rebaixado, enquanto que o credor, ao assentir positivamente a um pedido sincero de perdão, percebe-se elevado a uma posição superior, pois sente sua moral afirmada pela consciência.

Há os que recebem muito e dão pouco e há os que recebem pouco e dão muito; essa é a causa primordial da desigualdade – nas suas mais diversas formas – entre os homens.

Breve Diálogo Entre Religião, Educação e Sociedade

A ONU (Organização das Nações Unidas) considera deveras importante a prática educativa atrelada à divulgação de informações relacionadas à diversidade religiosa, pois a mesma constitui um excelente meio de construção de uma Cultura de Paz, desde que adequadamente estruturada para esse fim.

A educação sobre os direitos humanos especificamente, se apresenta como um instrumento de inestimável valor para a veiculação de discursos universalizantes e inclusivos e, desse modo, se configura como uma ótima ferramenta para a efetivação da harmonia na diversidade religiosa.

No Brasil, coexistem simultaneamente, um grande número de religiões, com diferentes posicionamentos e derivações, sendo originadas de diferentes culturas, que por sua vez, são oriundas de povos diversos; sendo assim, a intolerância religiosa se encontra acompanhada da intolerância racial e de classe. Dessa maneira, as relações de poder que governam as interações entre as diversas classes e etnias, são as mesmas que regem as relações entre as religiões. Nesse ínterim, a cultura hegemônica estabelece, não somente os paradigmas concernentes à cultura e ao conhecimento predominantemente disseminados, mas também os aspectos dominantes na área religiosa, enquanto que silencia e reprime as vertentes religiosas advindas de culturas de menor poder.

Nas escolas da região onde o autor do presente texto reside, ou seja, no extremo oeste de Santa Catarina, não é diferente, pois as principais religiões praticadas no local são a cristã e as pentecostais, enquanto que a umbanda e o candomblé, por exemplo, são quase que completamente desconhecidas, sendo referidas somente por meio estereótipos e rótulos pejorativos, como “macumba” ou “bruxaria”; o que se verifica nessa situação e também na maioria dos casos de preconceito acerca dessas religiões, é uma ignorância a respeito das reais práticas, crenças e significados das simbologias empregadas nos cultos, nas cerimônias e nas obras produzidas pelos adeptos dessas religiões; essa ignorância quase que generalizada, por sua vez, advém de uma falta de visibilidade dessas culturas na mídia e na sociedade em geral, que absorve sem questionamento o produto ideológico oferecido pela classe dominante, a qual declara como correto e bom somente as ideias que promovem a perpetuação dela mesma enquanto classe hegemônica e seus incontáveis privilégios; as ideologias, culturas e religiões menos divulgadas, ficam à margem, não raro são demonizadas e não por acaso, são denominadas de marginais.

Aqui no extremo oeste de Santa Catarina, no início do estabelecimento das religiões pentecostais não era diferente, pois havia preconceito contra os membros destas por parte dos adeptos de religiões mais populares nas escolas, que os discriminavam, por conta de alguns hábitos considerados estranhos, como uso de saias compridas, negação do costume de se depilar, de cortar o cabelo, etc.

Uma forma de contribuir para a efetivação da Cultura da Paz nas escolas, mediante o trabalho em sala de aula, é organizar sequencialmente, o trabalho dos conceitos religiosos e espirituais separadamente, apresentando as concepções das mais diversas religiões em cada conceito e nunca a organização sequencial da abordagem de cada religião isoladamente.

Artigo escrito por:
Cassiano José dos Santos
Sobre o autor:
Tenho 27 anos, possuo curso superior em Filosofia, sou acadêmico do curso de Letras, tenho formação em Curso Técnico em Agropecuária; sou escritor com atualmente três artigos científicos publicados e, sendo assim, possuo currículo Lattes e também sou Conselheiro Tutelar.

Conheça os trabalhos de Cassiano:

Aula de Filosofia e Língua Portuguesa

Aula de Espiritualidade

Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2358547924797435

Conheça também os trabalhos de Cassiano na Editora Atena:

https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/54140
https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/54137
https://www.atenaeditora.com.br/post-artigo/54401

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